Aplicação mais conhecida entre os brasileiros, a poupança ainda é a escolha da maioria das pessoas na hora de fazer investimentos. A segurança e a facilidade são alguns dos motivos que atraem tanta gente, ainda que especialistas reforcem que há outros produtos com as mesmas vantagens e com ainda mais rendimento que a caderneta.

Mesmo sendo tão comum, diversas dúvidas rondam esse produto financeiro. Perguntas como "Quanto rende a poupança?", "qual melhor banco para investir na poupança?" e, finalmente, "investir na poupança ainda vale a pena?" são algumas das rondam o assunto com frequência. 

 

Para esclarecer esses e outros pontos de uma vez por todas, reunimos aqui as principais questões sobre o tema.

Como funciona a poupança?

Como o nome sugere, a poupança é uma conta bancária feita para poupar dinheiro, com o objetivo de que esse valor renda ao longo do tempo. Para usá-la, é bem simples: basta abrir uma conta poupança em qualquer instituição financeira, depositar ou transferir o dinheiro e acompanhar o rendimento mês a mês.

A caderneta é acessível para todas as pessoas, incluindo menores de 18 anos. Além disso, ela é isenta de taxas de abertura, de manutenção e de imposto de renda.

Rentabilidade da poupança

A caderneta é uma aplicação de renda fixa e a rentabilidade é atrelada a taxa Selic hoje, ou seja, a taxa básica de juros do país. Diferente de outros investimentos, como o CDB, o rendimento dela é o mesmo em todas as instituições financeiras, pois é estabelecido por lei pelo Banco Central.

Até maio de 2012, o rendimento da poupança era sempre de 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial). Após essa data, a rentabilidade flutua de acordo com a Selic: quando a taxa está acima de 8,5%, essa regra antiga é a que vale. Já quando o juro base é igual ou menor a 8,5%, ela rende 70% da Selic + TR.

Em agosto de 2023, com a Selic a 13,25%, o rendimento vai de acordo com a primeira regra. Para receber os lucros, é preciso esperar o aniversário da poupança, data quando a aplicação do dinheiro completa o mês. Caso você retire o valor antes desse prazo, não terá retornos financeiros. Você pode entender um pouco mais quanto rende a poupança antes de investir nela .

Afinal, vale a pena investir na poupança?

A resposta para essa pergunta é simples: depende. Isso porque a poupança tem várias vantagens, como a simplicidade, a segurança, a isenção de taxas e a possibilidade de retirar o dinheiro a qualquer momento. No entanto, ela fica atrás de todos os outros investimentos quanto o quesito é rentabilidade.

Por isso, se você não tem nenhuma afinidade com investimentos e vai dar os primeiros passos nesse universo, recorrer à caderneta é um caminho para começar uma reserva de emergência e criar o hábito de poupar dinheiro. 

 

Já se você quiser garantir lucros maiores, é possível alcançá-los com outros investimentos de renda fixa tão seguros, práticos e simples quanto a caderneta.

O que rende mais que a poupança?

Como comentamos, há diversos outros investimentos que oferecem rentabilidades mais altas que a poupança e, por isso, são alternativas mais recomendadas pelos especialistas. Para quem quer sair da caderneta sem se aventurar em investimentos de maior risco, listamos algumas opções que podem ser uma porta de entrada.

1. CDB

O CDB (Crédito de Depósito Bancário) é um título emitido por bancos privados "pegar dinheiro emprestado" com os investidores e repassá-los aos consumidores em atividades de crédito. Ao emprestar dinheiro para o banco, ele te paga uma taxa específica, que representa o quanto de rentabilidade você terá naquela aplicação. 

 

Esse valor varia de acordo com o montante investido, o prazo da aplicação e os índices do CDI (Certificado de Depósito Interbancários), que giram próximos à taxa Selic. Esse produto, também de renda fixa, é tributado pelo imposto de renda de forma regressiva, ou seja, quanto mais tempo você deixar o dinheiro investido, menos imposto paga. As taxas variam de 22.5% a 15%, de acordo com o período da aplicação.

Diferentemente da poupança, em que é necessário esperar um mês, a rentabilidade da CDB é depositada para o investidor diariamente e proporcional ao tempo da aplicação. Além disso, diversos papéis do CDB oferecem liquidez diária, o que significa que você pode sacar o dinheiro quando quiser. Em outros, é necessário aguardar um período até poder mexer no valor investido. 

 

No Inter, são oferecidas CDBs com liquidez diária, com aportes a partir de R$100 e que oferecem rentabilidade a partir de 98% do CDI, podendo chegar a até 80% do CDI no caso do CDB Limite de Crédito, no qual todo o valor investido é convertido em limite no cartão de crédito.

Vale lembrar que as CDBs também são asseguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito, proteção que garante até R$250 mil por investidor caso a instituição financeira quebre.

2. Tesouro Direto

Ao contrário do CDB, em que você empresta dinheiro para o banco, no Tesouro Direto o empréstimo é feito para o governo federal, em troca de uma remuneração baseada em juros. Por ser um investimento garantido pelo Tesouro Nacional, ele é considerado um dos investimentos mais seguros do mercado.

Esse produto se divide em três tipos:

  • Tesouro Selic, um ativo pó s-fixado atrelado à Selic;
  • Tesouro prefixado, que têm taxa de juros combinada no momento da aplicação;
  • Tesouro IPCA+, que mescla uma taxa prefixada mais um rendimento vinculado ao IPCA, incluindo o Tesouro RendA+ e o Tesouro Educa+.

Apesar da possibilidade de uma rentabilidade maior, existem duas diferenças principais entre o Tesouro Direto e a Poupança: os títulos públicos podem ter taxas de administração cobradas pela instituição financeira e são tributados pelo Imposto de Renda, da mesma forma que acontecem com as CDBs, variando de 22.5% a 15%, de acordo com o tempo da aplicação.

3. LCI e LCA

As LCIs e LCAs são títulos emitidos por instituições financeiras para captar recursos no setor imobiliário e agrícola. Entenda a diferença entre LCI e LCA e veja como é interessante investir neste seguimento.

Assim como a poupança, esses investimentos são garantidos pelo FGC e também são isentos de Imposto de Renda. Contudo, eles não oferecem liquidez diária, ou seja, é preciso esperar um tempo – determinado na hora que você investe – para resgatar o valor.

4. Fundo de Renda Fixa

Fundos de Renda Fixa são modalidades de investimento administradas por um gestor, que funcionam com a venda de cotas para captar recursos e aplicar em produtos de renda fixa, como o nome sugere. Eles são aplicações simples e consideradas de baixo risco, ideais para quem tem um perfil de investidor conversador ou está começando a se aventurar no mundo dos investimentos.

Mas você deve estar se perguntando: qual a diferença de investir diretamente nos ativos de renda fixa e fazê-lo por meio do fundo? É que no Fundo, o gestor responsável pela administração é que vai escolher e aplicar o montante para você, compondo um portfólio adequado e diversificado de ativos.

5. Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários, também conhecidos como FIIs, funcionam de forma semelhante ao Fundo de Renda Fixa: várias pessoas se reúnem e compram cotas do Fundo, e o dinheiro captado é investido por um gestor em uma oportunidade no setor imobiliário.  

 

Cada cotistas e outros investidores podem vender e comprar mais cotas, de acordo com seus objetivos. Todas as negociações dessas de FIIs são feitas na Bolsa de Valores. Diferente de outros ativos, nos Fundos Imobiliários não é possível saber as condições de retorno no momento do investimento, por isso, são considerados aplicações de renda variável.

6. Fundo Multimercado

Os fundos multimercado são uma outra categoria de fundos de investimentos. Nesse, seu patrimônio é aplicado em ativos de diversos setores do mercado – daí o nome multimercado. Por ter investimentos em áreas diferentes, a carteira desses fundos é composta por títulos de vários tipos, desde renda fixa, até ações, moedas e imóveis. 

 

Assim como nos demais fundos, o objetivo e a estratégia dessas carteiras são definidos pelo gestor responsável. É ele que vai determinar a proporção de cada ativo e realizar todo gerenciamento do portfólio.

Onde investir meu dinheiro?

Antes de decidir onde investir o seu dinheiro, é preciso analisar diversos fatores. O primeiro deles é o seu perfil de investidor, ou seja, o que você leva em conta na hora de investir. Os perfis se dividem em conservador – pessoas que prezam pela segurança antes de tudo –, moderado – corre alguns riscos para ter mais rentabilidade – e arrojado – privilegiam ativos com retornos mais agressivos. 

 

A partir dessa classificação é possível descobrir os investimentos mais adequados considerando o momento de cada investidor, seu nível de conhecimento sobre o mercado e sua aversão ao risco.

Outro fator que é preciso levar em consideração é o seu objetivo: o que você pretende fazer com o dinheiro investido? Por quanto tempo pretende mantê-lo investido? É essa avaliação que vai ajudar a decidir o produto mais adequado, levando em conta fatores como liquidez, por exemplo.

Qual é o melhor banco para investir na poupança?

Os bancos tradicionais têm a vantagem de oferecer investimentos em poupança há muito tempo, porém, o processo pode ser menos prático, exigindo deslocamento até uma agência. Por outro lado, os bancos digitais como o Inter apresenta uma solução inovadora e conveniente: através do seu Super App, você pode abrir e gerenciar sua conta poupança de forma simples, sem enfrentar cobranças de tarifas abusivas e ainda desfrutar de excelentes taxas de rentabilidade.

Seja para investir na poupança ou em qualquer outro ativo, o Super App do Inter oferece praticidade e segurança para você realizar as suas transações. Por meio do aplicativo, você acessa Inter Invest e tem na palma da mão uma plataforma completa de investimentos, com opções para todos os perfis de investidores e objetivos. 

 

Ainda dá para ganhar cashback com investimentos, aumentar o limite do seu cartão de crédito e investir por meio de uma Comunidade de Investimentos, com seus amigos e familiares, e aumentar a rentabilidade de suas aplicações.

Como investir na poupança no Super App do Inter

Investir na poupança pelo Super App do Inter é bem simples:

  • Acesse o Super App do Inter com seu login e senha;
  • Na página inicial, clique na caixa "Investir";
  • Role a tela e encontre a opção "Poupança";
  • Selecione-a e digite o valor que você deseja guardar
  • Depois é só clicar em investir.

Caso ainda não possuir uma conta poupança, siga este passo a passo de como abrir uma conta poupança no Inter simples e rápido. 

Perguntas frequentes sobre Poupança

Vale a pena investir na poupança?

A resposta para essa pergunta é simples: depende. Isso porque a poupança tem várias vantagens, como a simplicidade, a segurança, a isenção de taxas e a possibilidade de retirar o dinheiro a qualquer momento. No entanto, ela fica atrás de todos os outros investimentos quanto o quesito é rentabilidade.

Por isso, se você não tem nenhuma afinidade com investimentos e vai dar os primeiros passos nesse universo, recorrer à caderneta é um caminho para começar uma reserva de emergência e criar o hábito de poupar dinheiro.

Já se você quiser garantir lucros maiores, é possível alcançá-los com outros investimentos de renda fixa tão seguros, práticos e simples quanto a caderneta.

Qual é o melhor banco para investir na poupança?

Os bancos tradicionais têm a vantagem de oferecer investimentos em poupança há muito tempo, porém, o processo pode ser menos prático, exigindo deslocamento até uma agência. Por outro lado, os bancos digitais como o Inter apresenta uma solução inovadora e conveniente: através do seu Super App, você pode abrir e gerenciar sua conta poupança de forma simples, sem enfrentar cobranças de tarifas abusivas e ainda desfrutar de excelentes taxas de rentabilidade.

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Letícia AlmeidaAnalista de Conteúdo

Jornalista e publicitária. Redatora e repórter no Inset, escrevo sobre economia, finanças e estilo de vida.

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