Aprenda, de forma simples, a aplicar juros de 1% ao mês em diferentes situações do dia a dia

Entender como calcular juros de 1% ao mês é essencial se você quer controlar melhor o seu dinheiro e fazer escolhas financeiras mais estratégicas, como decidir entre pagar à vista ou parcelar. Afinal, os juros estão presentes em praticamente todas as operações do dia a dia, desde o pagamento de uma fatura atrasada até o rendimento de um investimento.

Por isso, ao longo do artigo, você vai entender o que são juros, quais aplicações têm juros de 1% ao mês e como esse percentual afeta seus ganhos ou dívidas. Assim, será possível calcular de forma prática e usar esse conhecimento para planejar melhor suas finanças pessoais ou empresariais.

O que são juros e qual a diferença entre simples e compostos?

São o valor extra pago em uma dívida ou recebido em um investimento pelo tempo em que o dinheiro fica emprestado ou aplicado. Em outras palavras, funcionam como um tipo de “recompensa” para quem empresta e um “custo” para quem utiliza o dinheiro.

Além disso, esse valor pode ser classificado como simples ou composto, e essa diferença altera totalmente o resultado final. Enquanto um mantém a taxa fixa sobre o valor inicial, o outro faz o montante crescer progressivamente.

Confira a seguir como funciona cada tipo de juros e em quais situações se aplicam.

Juros Simples

Como o próprio nome indica, essa modalidade aplica uma taxa definida apenas sobre o valor original da operação. Assim, o cálculo permanece o mesmo a cada período, pois o valor dos juros não se acumula ao capital. Dessa forma, o acréscimo mensal é sempre igual, independentemente do tempo de pagamento ou aplicação.

Esse tipo de juros costuma ser usado em situações mais simples, como empréstimos de curto prazo e financiamentos diretos.

Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000 com juros simples de 2% ao mês gera R$ 20 de acréscimo mensal, o que totaliza R$ 1.120 após seis meses.

Juros Compostos

Nessa forma, o percentual incide sobre o total acumulado em cada período, ou seja, sobre o valor que já inclui os juros anteriores. Esse modelo faz o montante crescer mais rápido, já que os rendimentos de cada mês passam a gerar novos ganhos nos meses seguintes.

Por essa razão, os juros compostos são amplamente utilizados em aplicações financeiras, investimentos de longo prazo e financiamentos bancários.

Exemplo: ao aplicar R$ 1.000 com juros compostos de 2% ao mês, o valor cresce a cada período porque os juros de um mês se somam ao capital para o cálculo do mês seguinte.

No primeiro mês, o total passa para R$ 1.020. No segundo mês, a taxa incide sobre R$ 1.020 e o total chega a R$ 1.040,40. Após seis meses, o montante totaliza R$ 1.126,16.

A seguir, entenda como calcular juros de 1% ao mês na prática, com exemplos que mostram a diferença entre os dois tipos de cálculo.

Como calcular juros de 1% ao mês?

Para calcular juros de 1% ao mês, multiplique o valor inicial pela taxa mensal (1% = 0,01) e pelo número de meses. O resultado mostra quanto será pago ou recebido no período. Esse cálculo pode seguir o modelo de juros simples ou juros compostos, veja abaixo como funciona cada um.

Cálculo juros simples

Nos juros simples, a taxa de 1% incide sempre sobre o valor inicial, sem acréscimos acumulados. A fórmula é: J = C × i × t. Assim, J representa os juros, C é o capital, i a taxa (1% = 0,01) e t o tempo em meses.

Exemplo: um empréstimo de R$ 2.000 por 6 meses com juros simples de 1% ao mês gera:

J = 2.000 × 0,01 × 6 = 120.

O total a pagar será R$ 2.120, com R$ 2.000de capital e R$ 120 de juros.

Cálculo juros compostos

Nos juros compostos, a taxa incide s obre o valor total acumulado a cada mês. A fórmula é: M = C × (1 + i)ᵗ. Nesse sentido, M representa o montante final, C o capital, i a taxa mensal e t o tempo.

Exemplo: investimento de R$ 2.000 com juros compostos de 1% ao mês por 6 meses:

M = 2.000 × (1 + 0,01)⁶ = 2.000 × 1,0615 = 2.123

O valor final será R$ 2.123, com R$ 123de juros acumulados.

Quais aplicações têm juros de 1% ao mês?

Algumas das aplicações que podem render 1% ao mêssão CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto, Debêntures, Fundos Imobiliários e ações. Esses investimentos se destacam por oferecer bom retorno em relação ao risco e por atender diferentes perfis de investidor, desde os mais conservadores até os que buscam maiores ganhos.

Abaixo, confira a lista de investimentos a serem considerados.

Renda Fixa

Indicada para quem busca previsibilidade e tem um perfil conservador, a renda fixa oferece boas oportunidades quando a Selic está em alta, já que os juros básicos da economia impulsionam a rentabilidade das aplicações.

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): título emitido por bancos com rendimento atrelado ao CDI e pode alcançar 1% ao mês em períodos de juros elevados.
  • LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): isentas de Imposto de Renda, garantem bom retorno líquido e são protegidas pelo FGC.
  • Tesouro Direto: títulos públicos que acompanham a Selic ou o IPCA, e podem render próximo de 1% ao mês conforme o cenário econômico.
  • Debêntures Incentivadas: emitidas por empresas, também isentas de IR, com rentabilidade superior à média da renda fixa tradicional.

Renda Variável

Indicada para quem aceita maior risco em troca de rentabilidade superior, a renda variável pode gerar ganhos equivalentes ou até superiores a 1% ao mês, mas sem garantia de retorno.

  • Fundos Imobiliários (FIIs): distribuem rendimentos mensais aos cotistas e, em boas fases do mercado, pagam valores próximos de 1% ao mês.
  • Ações: possibilitam lucros por valorização e dividendos. O desempenho depende do mercado e da estratégia do investidor.
  • Criptomoedas: oferecem potencial de retorno elevado, porém com alta volatilidade e risco de perda parcial ou total do valor investido.

Em resumo, a resposta para “quais aplicações têm juros de 1% ao mês” depende da taxa Selic, do tipo de investimento e do perfil de risco do investidor.

Como funcionam os juros nas aplicações?

Os juros nas aplicações indicam quanto o dinheiro investido cresce com o passar do tempo. Funcionam como uma forma de recompensa para quem aplica o próprio capital em bancos, empresas ou no governo. Quanto maior for o prazo e a taxa, maior será o ganho obtido.

Por exemplo, um CDB de 1% ao mês sobre um investimento de R$ 1.000 gera R$ 10 de rendimento mensal. Já no Tesouro Direto, o retorno depende da taxa contratada (prefixada ou atrelada à inflação). Em ambos os casos, o investidor lucra pelo tempo em que o dinheiro permanece aplicado.

Como dar o próximo passo nos investimentos?

Saber como calcular juros de 1% ao mês é apenas o começo para investir com estratégia e conquistar independência financeira. Ao entender como os juros influenciam o crescimento do dinheiro, você passa a escolher melhor onde aplicar e quanto esperar de retorno.

Agora é hora de colocar o conhecimento em prática. Invista com segurança no Inter e tenha acesso a CDBs a partir de R$ 1,00, além de Tesouro Direto, fundos, criptomoedas e ações no Brasil e em mercados globais, tudo com zero taxa e total praticidade.

Banner aquisição papoca
https://static.bancointer.com.br/blog/author/images/f1cd26e62bc24f79a597c69d50cab8e9_gabriel-assumpcao-2.jpg
Gabriel Moraes AssumpçãoEspecialista de Investimento

Responsável pela distribuição de Renda Fixa e Tesouro Direto do Inter.

Gostou? Compartilhe