A moeda americana é uma referência monetária mundial que impacta a economia do Brasil e do mundo. Logo, é muito importante conhecer o fatores que influenciam a variação do dólar para entender como a cotação é formada e, sobretudo, como suas oscilações repercutem no poder de compra e nos investimentos.
O preço de produtos importados, dos combustíveis e até mesmo a inflação local se relacionam diretamente com essa taxa de câmbio. Portanto, não dá para ficar imune a esse indicador.
Tem interesse na moeda americana e quer aprender melhor como funciona? Então, siga a leitura deste artigo e confira:
● como funciona a cotação;
● quais são os principais fatores que alteram o valor do dólar;
● o que influencia a queda do dólar;
● como a variação do dólar impacta a vida dos brasileiros;
● quando a inflação pode subir com o dólar mais alto;
● em que momento o dólar elevado provoca alta dos juros;
● como se proteger da variação do dólar.
Como funciona a cotação do dólar?
O valor da moeda americana é resultado de uma complexa dinâmica entre oferta e demanda no mercado de câmbio. A definição do preço parte das negociações de moedas estrangeiras por bancos, empresas e investidores, as quais refletem as expectativas econômicas de cada país interessado no dólar.
Além disso, a formação da cotação depende da atuação do Banco Central, que compra e vende moeda para tentar suavizar movimentos bruscos nas transações diárias.
Assim, para entender a variação do dólar, é fundamental distinguir entre as três principais categorias de câmbio:
● comercial: usado por empresas em operações de importação e exportação;
● turismo: aplicado a viagens internacionais e compra de moeda em espécie;
● mercado futuro: onde se negociam contratos para compra e venda de dólar em datas futuras.
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Quais são os principais fatores que alteram o valor do dólar?
Causas globais externas, como juros praticados nos Estados Unidos, risco global e commodities, e causas domésticas internas (no Brasil), como política fiscal e dívida pública, balança comercial, juros locais (Taxa Selic) e fluxo de capitais, são as principais fontes de variação na cotação da moeda americana.
Entenda, em detalhes, cada um dos principais fatores que alteram o valor do dólar.
Fatores globais (externos)
Três pilares externos exercem grande influência sobre a variação do dólar.
- Juros nos Estados Unidos: a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, sobre a taxa de juros é crucial. Juros americanos mais altos tornam os investimentos em títulos do Tesouro dos EUA mais atrativos, o que incentiva o fluxo de capital para o país e fortalece a moeda;
- Risco global: em momentos de crise ou incerteza geopolítica, o dólar costuma ser procurado como um "ativo de segurança" global, o que eleva o seu valor;
- Commodities: o preço internacional de matérias-primas básicas, como soja, minério de ferro e petróleo, impacta o volume de dólares que entra no Brasil. Se os preços das commodities que o Brasil exporta sobem, mais moeda americana entra no país, o que pode ajudar a conter a variação do dólar.
Fatores domésticos (internos)
A política econômica brasileira também define a força ou fraqueza da moeda americana por aqui.
- Política fiscal e dívida pública: um descontrole nas contas do governo, com aumento da dívida pública, gera desconfiança no mercado. Essa percepção de risco interno afasta o investimento estrangeiro, reduz a oferta de moeda e pressiona a cotação para cima;
- Balança comercial: trata-se da diferença entre exportações (entrada de dólares) e importações (saída de dólares). Um superávit, quando o país vende mais do que compra, injeta mais dólares na economia, o que ajuda a segurar o preço;
- Juros locais (Taxa Selic): quando alta, torna o mercado brasileiro atrativo para investidores estrangeiros de renda fixa. Esse capital chega ao país convertido em dólares, o que aumenta a oferta e atua como fator para diminuir a variação do dólar;
- Fluxo de capitais: o movimento de dinheiro de investidores estrangeiros, tanto para o mercado financeiro (ações e títulos) quanto para investimentos diretos na produção, influencia diretamente a disponibilidade da moeda americana no Brasil.
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O que influencia a queda do dólar?
O aumento do fluxo de moeda estrangeira no país (oferta superar a demanda), cenários de otimismo com a economia local, altas taxas de juros no Brasil e a entrada de capital estrangeiro para investimentos diretos ou no mercado de ações, costumam puxar o valor da moeda dos EUA para baixo.
A desvalorização da moeda americana frente ao real resulta de condições favoráveis tanto no exterior quanto internamente. Um fator crucial é a política monetária do Banco Central do Brasil.
Quando a autoridade monetária mantém a Taxa Selic em um patamar elevado, atrai investidores globais que buscam retorno maior na renda fixa. Esse capital chega convertido em dólares e aumenta drasticamente a oferta disponível no mercado de câmbio.
Outro ponto que pode derrubar a cotação nocurto e no médio prazo é a percepção de estabilidade e responsabilidade fiscal no país.
Se o governo brasileiro aprova reformas e demonstra controle sobre as contas públicas, reduz a percepção de risco. Com menos incerteza, os investidores internacionais se sentem mais seguros para trazer dinheiro, o que “inunda” o mercado e, por consequência, diminui o preço do dólar.
No exterior, decisões do Federal Reserve que sinalizam juros baixos ou o fim de programas de estímulo reduzem a atratividade do dólar globalmente, o que incentiva a busca por mercados emergentes, como o Brasil.
Como a variação do dólar impacta a vida dos brasileiros?
A flutuação cambial eleva o custo de vida ao encarecer os produtos e insumos brasileiros cujos preços estão atrelados à moeda americana. O câmbio mais alto pressiona a inflação, aumenta o valor dos combustíveis e impacta negativamente o poder de compra, como de itens importados, eletrônicos, viagens e alguns alimentos.
Logo, entender como a variação do dólar impacta a vida dos brasileiros é essencial para organizar o orçamento e os planos de curto, médio e longo prazo. A programação das férias da família, por exemplo, fica sujeita à cotação da moeda no momento da compra de passagens e reservas de hotéis, o que pode encarecer a viagem.
No que se refere a investimentos, a volatilidade cambial cria riscos para ativos locais e, ao mesmo tempo, oportunidades em produtos de proteção. Por esse motivo, é fundamental avaliar bem.
Sobre esse assunto, confira: “Renda fixa americana: como funciona, vantagens e como investir”
A inflação pode subir com o dólar mais alto?
Sim, porque o dólar mais caro eleva o custo dos insumos, matérias-primas e produtos importados que a indústria brasileira utiliza. Esse aumento força o repasse para o preço final de bens e serviços, cujo efeito é percebido nos valores de produção, combustíveis e equipamentos e pressiona os índices de preços.
Além disso, a inflação pode subir com o dólar mais alto porque o custo de tudo o que vem de fora do país aumenta. Isso inclui não somente o produto final, como um celular, mas também itens essenciais para a cadeia produtiva, como fertilizantes para a agricultura, peças e componentes eletrônicos.
O resultado é um “efeito cascata”, que diminui o poder de compra dos brasileiros devido à elevação do preço de diversos itens.
Dólar elevado provoca alta dos juros?
Sim, a valorização contínua da moeda americana tende a provocar o aumento da Selic como medida de contenção. Esse fator pressiona a inflação ao encarecer produtos importados e, para combater essa escalada de preços e controlar as expectativas inflacionárias, o Banco Central utiliza o aumento dos juros como principal ferramenta.
Ao subir os juros, o BC encarece o crédito e desestimula o consumo, o que reduz a demanda interna e, teoricamente, alivia a pressão sobre os preços.
Taxas de juros mais altas no Brasil tornam os ativos financeiros (como títulos públicos) mais atraentes para investidores estrangeiros. Esse capital externo entra no país convertido em dólares, aumenta a oferta da moeda e ajuda a reduzir o valor do dólar em longo prazo, o que diminui o risco de novas pressões inflacionárias.
Portanto, o dólar elevado provoca a alta dos jurosindiretamente por ser um dos motivos do aumento da inflação, o que força a autoridade monetária a intervir para estabilizar os preços.
Como se proteger da variação do dólar?
Planejamento financeiro e adotar estratégias que compensem a perda do poder de compra do real são os primeiros passos. Um bom exemplo é diversificar os investimentos e colocar parte do patrimônio em ativos que se valorizam com o dólar, como fundos cambiais e BDRs.
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