Você já se perguntou se o preço que cobra pelos seus produtos realmente cobre todos os custos envolvidos na operação do seu negócio? Muitos empreendedores enfrentam esse desafio, e entender o que é markup serve como um grande aliado nesse processo.
Basicamente, o markup ajuda as empresas a garantir sua sustentabilidade financeira, já que considera todas as despesas e mostra se o preço estabelecido inclui os gastos de produção e ainda gera lucro. Dessa forma, protege as finanças e assegura a eficiência das estratégias de vendas.
Neste artigo, além de aprender o que é markup, você também confere:
● qual a importância do markup;
● como funciona o markup e como calcular;
● quais os benefícios para a sua empresa;
● diferença entre markup e margem de contribuição.
Aproveite a leitura!
O que é markup de venda?
Markup é um índice que define o preço de venda de um produto ou serviço ao calcular a diferença entre o custo de produção e o valor que o cliente paga. No cálculo, a empresa considera a margem de lucro que deseja atingir, além dos custos fixos e variáveis.
Quando o markup gera um valor acima do custo que se utilizou para produzir, o negócio assegura lucro. Porém, apesar de sua relevância, esse índice não deve ser o único critério para definir o preço final.
Ou seja, o markup serve como um ponto inicial, mas é importante avaliar outros fatores, como a concorrência no mercado.
Se o valor calculado com o markup ficar distante dos preços praticados pelos concorrentes, o resultado pode indicar o ajuste dos custos de produção, como renegociar com fornecedores.
Definir o preço somente com base no markup é possível, mas pode não ser a melhor escolha. A companhia precisa considerar o poder de compra do consumidor e equilibrar seus interesses.
Qual a importância do markup?
O markup é importante porque auxilia as empresas a estabelecerem preços de venda que garantam sua sustentabilidade. Ou seja, permite calcular o valor ideal ao cobrir todos os custos envolvidos na produção e operação, ao mesmo tempo que garante uma margem de lucro.
Sem essa ferramenta, as empresas correm o risco de precificar de forma errada, o que pode comprometer a lucratividade e a competitividade no mercado.
Outro ponto que merece atenção é que, com esse índice, os gestores ganham uma visão clara dos custos e podem avaliar como cada etapa do processo impacta o preço final do produto ou serviço.
Além disso, o markup traz transparência à precificação. As empresas conseguem alinhar o preço final com as expectativas do mercado e o poder de compra dos consumidores, sem comprometer o lucro.
Qual a diferença entre markup x margem de contribuição?
Enquanto o markup se baseia no custo do produto ou serviço e indica o valor que você adiciona ao custo para garantir lucro, a margem de contribuição se concentra no preço de venda e mostra qual parte desse valor final se transforma em ganho, depois de deduzir as despesas.
Em outras palavras, o markup ajuda você a estabelecer o preço de venda a partir dos gastos e a margem de contribuição revela quanto desse preço de venda representa o lucro real da operação.
Logo mais ensinaremos a fórmula do markup, então vamos a um exemplo prático: imagine que você produza um produto que custa R$ 50,00. Ao vendê-lo por R$ 75,00, você aplica um markup de 50%, pois adiciona metade do custo ao preço de venda.
No entanto, a margem de contribuição desse valor será de 33,33%, já que apenas um terço do preço final corresponde ao lucro, depois de cobrir o custo de produção.
Agora, se você adquiriu um serviço por R$ 200,00 e deseja obter uma margem de contribuição de 20%, ao aplicar os 20% como markup, terá R$ 240,00 com lucro de apenas R$ 40,00, o que resulta em uma margem de contribuição de 16,67%.
Para garantir a margem desejada de 20%, você deve aplicar um markup de 25%. Assim, pode vender o produto por R$ 250,00 e gerar um lucro de R$ 50,00, que representa exatamente os 20% de margem de contribuição que buscava.
Embora esse ajuste pareça pequeno, garante a sustentabilidade do negócio, sobretudo em setores com margens apertadas.
Qual a relação entre markup e CMV?
Para definir o preço de venda corretamente, você precisa entender a relação entre CMV (Custo da Mercadoria Vendida) e markup. O CMV mostra o valor total dos custos envolvidos na produção ou aquisição dos produtos, como o pagamento aos fornecedores, frete, impostos e outros custos relacionados à aquisição e manutenção dos produtos no estoque.
Já o markup entra após o cálculo do CMV. Atua como um multiplicador aplicado sobre esse custo total ao adicionar a margem necessária para cobrir as despesas operacionais e garantir lucro. Enquanto o CMV revela os gastos reais, o markup define o valor cobrado do cliente.
Em resumo, o CMV calcula os custos da operação, e o markup transforma esses custos em um preço de venda para garantir que a empresa recupere os valores investidos e ainda obtenha lucro para se manter competitiva.
Como funciona o markup?
O markup funciona por meio de uma fórmula que inclui tanto os custos diretos quanto os indiretos relacionados à produção de maneira clara e organizada. Ao classificar os gastos com precisão, sua empresa chega a um valor final que cobre todas as necessidades operacionais e ainda garante lucro.
No próximo tópico, explicaremos os elementos que compõem o cálculo do markup e como aplicá-los no seu negócio.
Componentes do markup
Os componentes do markup incluem os custos fixos, como aluguel e salário dos colaboradores; os custos variáveis, como matérias-primas e comissões de venda e a margem de lucro.
Veja em detalhes cada uma das partes que compõem esse índice!
Custos fixos
Os custos fixos permanecem os mesmos, independentemente de quanto você produza ou venda. Ou seja, permanecem constantes mês após mês e garantem o funcionamento da sua empresa.
Exemplos de custos fixos incluem o aluguel do espaço comercial ou os salários dos funcionários que não participam diretamente da produção.
Lembre-se de não incluir os custos de fabricação nesta categoria, pois fazem parte de outra etapa do cálculo.
>> Leia também: Como controlar as despesas administrativas?
Custos variáveis
Ao contrário dos custos fixos, os variáveis mudam conforme a produção e as vendas. Portanto, acompanham diretamente o volume de negócios.
Se você produzir ou vender mais, os custos variáveis também crescem. Aqui, podemos incluir despesas como a compra de matéria-prima e o pagamento de comissões para a equipe de vendas.
Por exemplo, quando você aumenta suas vendas, também aumenta os valores das comissões, já que estes seguem diretamente o desempenho do movimento financeiro.
Margem de lucro
A margem de lucro mostra o quanto sua empresa realmente ganha com cada venda, ou seja, a porcentagem que vai direto para o valor final depois de pagar todos os custos. No cálculo do markup, define o ganho que sua empresa obtém em cada venda.
Por exemplo: imagine que você vende um serviço. Nesse caso, os custos podem se dividir assim:
● custos fixos (20%): 20% do valor cobrado cobre despesas como aluguel do escritório e salários da equipe administrativa;
● custos variáveis (25%): 25% se destinam a despesas como comissões para os vendedores ou taxas de software que aumentam conforme o volume de serviço;
● margem de lucro (15%): 15% do valor cobrado entra diretamente como lucro para a empresa, após descontar todos os outros gastos.
Mas afinal, como se calcula de forma correta o markup? Vamos aprender agora
Como calcular o markup?
Para calcular o markup você deve definir seus custos fixos e variáveis, bem como a margem de lucro desejada. Em seguida, basta aplicar a fórmula e fazer o cálculo.
A fórmula do markup funciona assim:
Markup = 100/100 – (DF + DV + ML)
Sendo que:
● DF = despesas fixas;
● DV = despesas variáveis;
● ML = margem de lucro;
Vamos considerar que você precise ajustar o preço de seus serviços devido ao aumento dos custos operacionais e quer garantir que o novo valor cubra todas as despesas e ainda mantenha a margem de lucro. Para fazer esse processo de forma segura, você decide calcular o markup.
Ao analisar suas finanças, percebe que suas despesas fixas representam 20% de cada venda, as despesas variáveis correspondem a 12%, e você deseja manter uma margem de lucro de 18%.
Vamos aplicar esses valores na fórmula do markup:
● Markup = 100/100 – (20 + 12 + 18)
● Markup = 100/[100 – 50]
● Markup = 100/50
● Markup = 2%
Agora, para encontrar o preço de venda, você multiplica o markup pelo custo de produção. Vamos imaginar que o custo para realizar esse serviço seja de R$ 57,00.
Logo, temos:
● Preço de venda = CP x Makup
● Preço de venda = 57 x 2
● Preço de venda = R$ 114,00
Portanto, o preço final do seu serviço sai por R$ 114,00. Esse valor garante que você cubra todas as suas despesas (fixas e variáveis) e alcance a margem de lucro desejada de 18%.
Agora que você já sabe como calcular o markup, vamos analisar as vantagens desse indicador econômico.
Quais os benefícios do markup?
Os benefícios do markup incluem: foco no crescimento da empresa, garante segurança nas vendas, auxilia no posicionamento de marca, contribui para a estabilidade financeira e impacta a percepção do cliente.
Entenda em detalhes cada uma dessas vantagens!
1 - Foco no crescimento da empresa
O markup permite que você tenha total controle sobre seus custos e, a partir disso, foque no crescimento e na geração de lucros.
Em vez de operar apenas para cobrir despesas, você pode planejar estratégias que priorizem o desenvolvimento do negócio e deixe de lado a mentalidade de “apenas cobrir gastos”.
2 - Garante segurança nas vendas
Utilizar o cálculo do markup ajuda a identificar o preço mínimo necessário para garantir a rentabilidade.
Além de mais segurança nas negociações, permite que sua equipe de vendas ofereça descontos de forma controlada, sem comprometer o lucro da empresa.
3 - Auxilia no posicionamento de marca
Além de cobrir custos de produção, você também pode utilizar markup para posicionar sua marca estrategicamente no mercado.
Ou seja, se sua empresa investe em inovação tecnológica, consequentemente, o preço cobrado pelos produtos deve refletir esses investimentos.
Caso você decidisse competir com preços mais baratos da concorrência, estaria desvalorizando a percepção de qualidade, por exemplo, que construiu com o público-alvo.
Neste caso, os preços altos não apenas cobrem os custos de produção, mas também comunicam ao mercado o valor e a originalidade de seus produtos.
4 - Possibilita estabilidade financeira a longo prazo
Manter a saúde financeira garante a longevidade de qualquer negócio, e o markup faz parte desse processo.
Você controla melhor os custos e define preços que cobrem todas as despesas para operar no negativo. No longo prazo, assegura que seu negócio mantenha um fluxo de caixa saudável e evita surpresas desagradáveis.
5 - Impacta a percepção do cliente
O markup permite que você ajuste seus preços de maneira inteligente e garanta que reflitam o valor real dos seus produtos.
Basicamente, o preço é o que o cliente paga, enquanto o valor é a percepção que ele tem do que compra.
Ao equilibrar esses fatores, você atrai mais consumidores sem os afastar com preços que parecem “bons demais para ser verdade”.
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Agora que você já sabe o que é e qual a importância do markup na precificação dos seus produtos e serviços, saiba que você pode contar o Inter Empresas para tornar a gestão financeira do seu negócio mais eficiente.
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