CDB Liquidez Diária é um investimento que rende todo dia e pode ser resgatado a qualquer momento

Se você busca resgate rápido e bons rendimentos para o seu dinheiro, precisa conhecer o CDB com liquidez diária. Esse tipo de investimento tem atraído cada vez mais brasileiros pela facilidade de acesso e pela possibilidade de resgatar o valor a qualquer momento, sem perder rentabilidade.

Segundo a Anbima, todos os títulos e valores mobiliários registraram alta, com destaque para os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que ampliaram em 20,7% a participação no portfólio das pessoas físicas, alcançando R$ 1,04 trilhão. Esse crescimento mostra o quanto os investidores estão confiando mais nesse produto.

Diante desse cenário, ao longo deste conteúdo, você vai entender o que significa CDB, como funciona este tipo de investimento e se o CDB é seguro, especialmente quando o foco está na liquidez diária.

O que significa CDB?

A sigla significa Certificado de Depósito Bancário (CDB), um título emitido por bancos para captar recursos. Ao aplicar em um CDB, você empresta dinheiro à instituição financeira, que usa esse valor para financiar suas atividades. Em troca, o banco paga uma remuneração, que pode ser pós-fixada, prefixada ou atrelada à inflação.

Assim, o CDB funciona como um empréstimo ao banco, mas com a vantagem de oferecer rentabilidade maior do que a poupança e liquidez conforme o tipo de aplicação.

Além disso, é uma opção acessível, pois muitos bancos permitem começar a investir com valores baixos, a partir de R$ 1, R$ 10 ou R$ 20, o que se torna uma alternativa considerada segura e prática para quem quer ver o dinheiro render.

O que é CDB com liquidez diária?

A Liquidez diária significa poder resgatar o dinheiro investido a qualquer momento, sem esperar prazos fixos. Nos CDBs com liquidez diária, o banco libera o valor logo após o pedido de resgate, para garantir praticidade e liberdade para o investidor acessar o próprio dinheiro quando precisar.

Nesse sentido, o mercado financeiro usa o conceito D+0ou D+1 para indicar em quantos dias, a partir da sua ação de resgate, a liquidação do ativo deve ocorrer. Em outras palavras, o D+ mostra o prazo que o banco tem para transferir o dinheiro de volta para sua conta.

Por exemplo:

  • D+0 significa que o valor é liberado no mesmo dia do pedido.
  • D+1 indica que o dinheiro entra na conta no próximo dia útil.

Assim, se você solicitar o resgate de um CDB D+0 em uma segunda-feira pela manhã, o valor estará disponível ainda na segunda. Já em um D+1, o crédito será feito na terça-feira.

O CDB é seguro?

Sim, é considerado um investimento seguro, especialmente para quem deseja proteger o capital com rentabilidade maior que a poupança. A segurança vem da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de falência do banco emissor.

No entanto, o CDB é um empréstimo ao banco, e existe risco de crédito, que ocorre quando o emissor não tem condições de devolver o dinheiro aplicado. Para reduzir esse risco, você deve escolher instituições sólidas e dividir o capital entre diferentes bancos.

Além disso, os prazos variam conforme o tipo de CDB. Alguns permitem resgate a qualquer momento, enquanto outros exigem aguardar o vencimento. Avaliar o prazo e a credibilidade da instituição ajuda a equilibrar segurança, liquidez e rentabilidade antes da aplicação.

Quais são os tipos de CDB?

Existem diferentes tipos de CDB, e cada um se adapta a um perfil de investidor. Os principais são: pós-fixado, prefixado e atrelado à inflação. Além disso, há variações com ou sem liquidez diária, que influenciam o prazo e o acesso ao dinheiro. A seguir, veja como funciona cada um.

CDB pós-fixado (atrelado ao CDI)

O CDB pós-fixado é o mais comum no mercado. A rentabilidade acompanha um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), índice que reflete os juros pagos entre bancos.

Por exemplo, ao investir R$ 5.000 em um CDB que rende 110% do CDI, o retorno em um ano pode chegar a R$ 5.600, se considerarmos o CDI em 11% ao ano. Esse tipo é ideal para quem busca ganhos estáveis e acompanha a taxa básica de juros (Selic).

CDB prefixado

No CDB prefixado, a taxa de rentabilidade é definida no momento da aplicação. O investidor já sabe quanto o dinheiro renderá até o vencimento.

Essa opção é vantajosa quando há expectativa de queda nos juros, pois a taxa permanece garantida até o vencimento. Por exemplo, uma aplicação de R$ 10.000 em um CDB prefixado de 12% ao ano resultará em R$ 11.200 ao final de 12 meses. Ou seja, mesmo que os juros diminuam durante o período, o rendimento não muda.

CDB atrelado à inflação

O CDB atrelado à inflação combina uma taxa fixa com a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Essa estrutura protege o poder de compra, pois mantém o rendimento acima da inflação.

Por exemplo, um CDB de R$ 8.000 com rentabilidade de IPCA + 6% ao ano, em um cenário de inflação de 4%, renderá cerca de R$ 8.800 após um ano.

Qual é o valor mínimo para investir?

O valor mínimo para investir em um CDB varia conforme o banco e o tipo de aplicação. No Inter, por exemplo, você pode investir a partir de R$ 1,00, o que torna o investimento viável até para quem deseja dar os primeiros passos no mercado financeiro.

Além disso, o CDB com liquidez diária no Inter pode ser solicitado a qualquer momento a partir do dia útil seguinte à data de aplicação. Após um dia útil, o investidor já pode resgatar o valor sempre que desejar, inclusive em finais de semana e feriados.

Essa flexibilidade mostra como o CDB se adapta a diferentes perfis e permite começar com pouco e manter o acesso rápido ao dinheiro investido.

Vale a pena investir em CDB ou em poupança?

O CDB se destaca pelo rendimento superior ao da poupança. Enquanto o primeiro acompanha normalmente o CDI, que costuma seguir de perto a taxa Selic, o segundo tem regras específicas para calcular o retorno:

  • Selic abaixo ou igual a 8,5% ao ano: rendimento de 70% da Selic + TR (Taxa Referencial).
  • Selic acima de 8,5% ao ano: rendimento fixo de 0,5% ao mês + TR.

Com a Selic em 15% ao ano (fevereiro de 2026), a poupança rende 6,17% ao ano + TR, enquanto um CDB de 110% do CDI entrega cerca de 16,4% ao ano, ou seja, uma diferença significativa no resultado final.

Além disso, o CDB com liquidez diária é uma excelente opção para a reserva de emergência, pois, além de oferecer rentabilidade maior que a poupança, permite resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem perder o rendimento acumulado.

Portanto, ao avaliar se vale a pena investir em CDB ou em poupança, o CDB com liquidez diária se mostra mais vantajoso para quem busca rentabilidade e acesso rápido aos recursos.

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JR MartianOrganic Growth Investimentos

Criador do Mão de Vaca, um portal de educação financeira para quem quer cuidar melhor do dinheiro no dia a dia.

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