A taxa de parcelamento da maquininha é o custo percentual que as empresas de pagamento cobram do vendedor sempre que ele realiza uma venda no crédito parcelado. Esse valor é a soma da taxa básica de transação com os juros progressivos, que aumentam conforme o número de meses.

Entender essa cobrança é essencial para não comprometer a margem de lucro do seu negócio, evitar prejuízos financeiros, precificar corretamente, oferecer condições vantajosas para o seu cliente e, assim, equilibrar conveniência e rentabilidade.

Para ajudar você, neste artigo explicamos qual é a taxa de parcelamento da maquininha, como o valor é calculado e se é possível repassá-la ao cliente.

Siga a leitura e não perca mais dinheiro, nem vendas!

O que é a taxa de parcelamento da maquininha?

Trata-se do percentual que as empresas de pagamento, como as adquirentes ou subadquirentes, cobram por intermediar uma venda a crédito em múltiplas parcelas. O desconto é sobre o valor total da transação e inclui a tarifa básica de operação e um adicional referente ao risco e ao tempo de recebimento.

Compreender o que é e como funciona a taxa de parcelamento da maquininha é fundamental para a precificação correta dos produtos e serviços de qualquer negócio.

É importante saber, por exemplo, que essa tarifa não é única, pois soma todos os custos distintos que envolvem a operação de crédito.

Basicamente, sempre que um cliente escolhe dividir o valor da compra em mais de uma parcela, há a incidência da taxa de parcelamento, que tem a seguinte composição:

Taxa de Desconto (mais conhecida como MDR, Merchant Discount Rate): valor que remunera a credenciadora, o banco emissor e a bandeira do cartão;

percentual de juros (ou alíquota): valor que aumenta progressivamente conforme o número de meses do parcelamento.

Diferentemente da venda no débito ou crédito à vista, que envolvem apenas uma única tarifa de transação, o parcelamento adiciona a complexidade dos juros compostos ao longo do tempo.

Analisar a estrutura da taxa de parcelamento da maquininha garante a sustentabilidade financeira do seu empreendimento e uma precificação justa e competitiva dos seus produtos e serviços.

Quais fatores influenciam o valor da taxa de parcelamento da maquininha?

Modalidade de recebimento, número de parcelas, bandeira, tipo de cartão e volume de faturamento são as principais influências sobre o valor que um vendedor paga para oferecer compras parceladas aos clientes. Na hora de escolher a credenciadora, é fundamental analisar esses fatores para não comprometer a margem de lucro.

Entenda cada um em detalhes!

Modalidade de recebimento

No geral, existem duas formas de receber o valor que o cliente parcelou: o padrão e o antecipado.

No padrão, quem vende recebe a primeira parcela em 30 dias e as seguintes a cada 30 dias. A taxa de parcelamento da maquininha nesse modelo é a menor, pois o empreendedor assume o risco de crédito ao longo do tempo.

A antecipação tem prazos menores, como em 14 dias, ou mesmo "na hora". Essa opção é interessante, principalmente para quem precisa de fluxo de caixa rápido. Contudo, a credenciadora cobra uma taxa extra, que incide sobre todas as parcelas futuras, e eleva consideravelmente o custo total da transação.

Número de parcelas

A taxa de parcelamento na máquina de cartão não é linear. Um dos motivos é que, quanto mais parcelas, mais risco de inadimplência e maior o custo operacional para a adquirente. Geralmente, esse valor sobe “em degraus” a partir da segunda ou terceira divisão, e pode ter um salto significativo em parcelamentos longos, como em 10 ou 12 vezes.

Bandeira e tipo de cartão

Embora a maioria das maquininhas ofereça taxas unificadas para as principais bandeiras, algumas bandeiras menos comuns ou cartões específicos (como os private label ou de benefícios) podem ter alíquotas diferenciadas.

Além disso, o próprio tipo de cartão (premium, por exemplo) pode ter uma taxa de intercâmbio (parte da MDR) ligeiramente diferente.

Volume de faturamento

As credenciadoras tendem a oferecer taxas reduzidas e personalizadas (negociação private) para empresas que alcançam um alto volume de vendas mensal. Para pequenos empreendedores, as taxas costumam ser padronizadas e, em geral, mais altas, pois o risco por transação é considerado maior.

Dominar esses pontos ajuda você a escolher o plano de taxas mais adequado à sua realidade e, se for o caso, negociar melhores condições.

Sobre esse assunto, leia o artigo: “Qual a maquininha de cartão com menor taxa em 2025?

Como o valor é calculado?

Esse cálculo parte da soma do percentual básico da transação (MDR) e dos juros progressivos que a credenciadora aplica para cada mês de parcelamento. É preciso ainda calcular o valor líquido a receber, com a subtração da taxa total do montante da venda, a qual aumenta conforme o número de parcelas.

O custo da transação (MDR) já inclui a remuneração de todos os agentes do sistema: o banco emissor do cartão (Tarifa de Intercâmbio), a bandeira e a própria credenciadora que fornece a maquininha.

Quem vende precisa saber qual é o custo final de cada opção de parcelamento para calcular quanto tem a receber.

Use esta lógica simples para encontrar o valor líquido que entra no seu caixa, a partir da consideração que a credenciadora já informou a taxa total de parcelamento para a quantidade de parcelas que o cliente escolheu:

Valor Líquido Recebido = Valor da Venda x (1 - Taxa Total de Parcelamento/100)

Exemplo:

Venda de um produto por R$ 500,00. O cliente parcela em 4 vezes.

  1. Taxa total da maquininha (tabela da sua operadora para 4x): 10%;
  2. Cálculo dos juros no recebível: R$ 500,00 x 10% = R$ 50,00 (valor retido pela operadora da maquininha);
  3. Valor Líquido a Receber: R$ 500,00 - R$ 50,00 = R$ 450,00.

Se você optar pelo recebimento no prazo padrão (um pagamento a cada 30 dias), receberá R$ 112,50 a cada 30 dias, até completar os quatro meses de parcelamento.

Caso prefira a antecipação, pode receber os R$ 450,00 em um dia útil, mas arcará com uma taxa de antecipação adicional sobre esse valor, o qual varia conforme a operadora.

Qual é a taxa de parcelamento da maquininha?

Não há uma taxa única e fixa para todos os negócios, pois há diversos fatores que influenciam o cálculo, principalmente a escolha do prazo de recebimento do valor da transação, volume de vendas, número de parcelas, tipo de cartão e bandeira. Assim, cada vendedor arcará com uma quantia específica.

Assim, para saber exatamente qual é a taxa de parcelamento da maquininha que utiliza no seu negócio, você precisa consultar a tabela de tarifas da sua operadora, comparar o percentual total em diferentes faixas de parcelamento e escolher o plano de recebimento mais vantajoso.

Leia também: “Qual a melhor maquininha de cartão? Descubra como escolher

É possível repassar a taxa para o cliente?

Segundo a Lei 13.455/2017, sim, desde que haja total transparência por parte do lojista e o cumprimento da obrigatoriedade de informar claramente ao cliente o valor total da compra, e a taxa de juros que será aplicada sobre o parcelamento, antes de finalizar a transação comercial.

A lei brasileira autoriza a cobrança de preços diferentes para pagamentos no dinheiro, cartão de débito, crédito à vista ou crédito parcelado. Assim, é legal repassar a taxa de parcelamento ao consumidor a partir de práticas transparentes.

O Código de Defesa do Consumidor, por exemplo, exige que o repasse seja claro e visível. O cliente precisa receber a informação sobre o preço original do produto e a taxa de juros que será adicionada caso opte pelo parcelamento.

Qualquer ação diferente disso é considerada abusiva e pode resultar em multas e sanções administrativas, além de gerar reclamações e processos por parte do consumidor, o que compromete a reputação do estabelecimento.

Leia mais: Posso repassar a taxa da maquininha para o cliente? Entenda! 

Qual o impacto desse repasse na satisfação do cliente?

Essa transferência de responsabilidade pode impactar negativamente a relação com o consumidor se não houver uma comunicação clara sobre a cobrança ou se for percebida como abusiva. Nesses casos, o cliente pode considerar que o preço final foi inflacionado de forma inesperada e desistir da compra.

Entretanto, é possível minimizar o impacto e elevar a satisfação do cliente com algumas boas práticas, como:

● oferta de um preço base competitivo para pagamentos à vista;

● disponibilizar outros meios de pagamento que permitem parcelamento, como o Pix e o boleto bancário;

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