Inovação faz parte da história do Inter. Mas, para transformar novas tecnologias em soluções que realmente gerem valor para clientes e para o negócio, é preciso ir além de acompanhar tendências. É preciso pesquisar, testar e validar aplicações em cenários reais.
É com esse objetivo que nasceu o Inter Science, iniciativa de pesquisa aplicada dedicada ao desenvolvimento e à avaliação de tecnologias emergentes, com foco em inteligência artificial, blockchain e computação quântica. O programa reúne pesquisadores, engenheiros e especialistas para investigar como esses avanços podem contribuir para a evolução dos produtos, da infraestrutura e das operações do Inter.
Mais do que acompanhar a fronteira do conhecimento, o Inter Science busca transformar pesquisas em aplicações práticas, conectando ciência, tecnologia e estratégia de negócio.
Pesquisa conectada aos desafios reais
O Inter Science surgiu a partir de experimentações conduzidas pela área de ativos digitais e do fortalecimento da relação entre o Inter e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Hoje, a iniciativa reúne mais de 20 profissionais entre colaboradores do Inter e parceiros externos, além de contar com uma rede de colaboração formada por instituições como a UFMG, a Oxford Quantum Circuits, no Reino Unido, e a AWS.
A proposta é simples: identificar desafios concretos da operação, dos produtos e dos serviços do Inter e avaliar como tecnologias emergentes podem contribuir para solucioná-los.
Para isso, as equipes mantêm uma troca constante com áreas de produto, tecnologia e operações. Em encontros periódicos, os pesquisadores apresentam estudos em andamento, acompanham a evolução das tecnologias e discutem oportunidades de aplicação dentro da companhia.
Nosso papel é avaliar tecnologias com rigor técnico, entender suas possibilidades e identificar onde elas podem gerar impacto real para clientes e para o negócio.”
Inteligência artificial para transformar a experiência dos clientes
As iniciativas dessa frente buscam aplicar IA em desafios do dia a dia do negócio, com foco em personalização, crédito, prevenção a fraudes e eficiência operacional.
Um dos destaques é o CodeEvolve, projeto que utiliza grandes modelos de linguagem (LLMs) e agentes de IA para analisar e aprimorar códigos automaticamente. Dependendo do objetivo, os sistemas podem ser otimizados para consumir menos recursos, executar tarefas com mais rapidez, reduzir custos computacionais ou aumentar a precisão dos modelos.
Essas melhorias podem contribuir para operações de alta escala, como o Pix, além de apoiar análises de crédito e mecanismos de detecção de fraudes mais eficientes.
A inteligência artificial também é utilizada para aprofundar o entendimento sobre os clientes. A combinação de modelos avançados com dados comportamentais e transacionais permite avaliar formas mais relevantes de apresentar produtos, serviços e ofertas de acordo com o contexto e as necessidades de cada pessoa.
Blockchain para ativos digitais, privacidade e interoperabilidade financeira
A pesquisa em blockchain vai além da tokenização de ativos e dos pagamentos internacionais. O Inter Science investiga como novas tecnologias podem viabilizar infraestruturas financeiras mais seguras, eficientes e interoperáveis, explorando mecanismos de privacidade, provas de conhecimento zero (Zero-Knowledge Proofs ou ZKPs), criptografia pós-quântica e comunicação entre diferentes redes e sistemas financeiros.
Uma das frentes de pesquisa está na privacidade de transações e dados financeiros. Os estudos avaliam técnicas criptográficas que permitem validar informações e executar operações sem necessariamente expor todos os dados envolvidos, conciliando confidencialidade, verificabilidade e os requisitos de governança dos serviços financeiros. Nesse contexto, as provas de conhecimento zero são investigadas como uma alternativa para demonstrar a validade de operações sem revelar informações sensíveis subjacentes.
Outra linha de pesquisa é a criptografia pós-quântica, voltada à preparação da infraestrutura financeira para um cenário em que computadores quânticos possam comprometer os algoritmos criptográficos atualmente utilizados. Os trabalhos incluem a avaliação de algoritmos resistentes a ataques quânticos e de sua aplicação em ambientes blockchain, considerando aspectos como segurança, desempenho, escalabilidade e requisitos de migração.
A interoperabilidade entre redes blockchain e sistemas financeiros também é objeto de investigação. O objetivo é compreender como ativos e informações podem circular entre diferentes infraestruturas de forma segura e confiável, criando condições para operações financeiras mais integradas, incluindo pagamentos internacionais, liquidação de ativos tokenizados e novos modelos de financiamento do comércio exterior.
Essas pesquisas se conectam a iniciativas de tokenização, mecanismos de conversão e liquidação automatizada de ativos digitais e à avaliação de aplicações em processos operacionais e componentes da infraestrutura bancária. A abordagem combina experimentação técnica, análise de riscos e validação de soluções em cenários controlados, buscando identificar quais tecnologias apresentam potencial para evoluir do estágio de pesquisa para aplicações concretas no negócio.
Como o Inter estuda computação quântica
Os experimentos conduzidos nessa frente ajudam a compreender como a computação quântica poderá contribuir para desafios complexos do setor nos próximos anos. Os testes envolvem áreas como otimização, modelagem probabilística e quantum machine learning, com aplicações relacionadas à precificação de ativos, análise de risco, aprovação de crédito, personalização e prevenção a fraudes.
Em parceria com a Oxford Quantum Circuits, os pesquisadores utilizam dados financeiros reais para avaliar o desempenho e a escalabilidade de diferentes abordagens em ambientes controlados.
A proposta é acompanhar a evolução do setor, desenvolver conhecimento especializado e mapear oportunidades de uso à medida que a computação quântica amadurece.
Pesquisa aplicada para construir o futuro dos serviços financeiros
Com milhões de clientes, o Inter opera em um ambiente de constante transformação tecnológica. Nesse contexto, compreender novas ferramentas é tão importante quanto saber aplicá-las de forma responsável e alinhada aos objetivos da companhia.
Ao conectar pesquisadores, parceiros tecnológicos e especialistas internos, a iniciativa aproxima a produção de conhecimento das necessidades do negócio. O resultado é uma estrutura voltada para validar hipóteses e transformar avanços científicos em soluções com impacto real para milhões de clientes.
Mais do que acompanhar tendências, o Inter transforma pesquisa aplicada em conhecimento estratégico para apoiar a evolução dos serviços financeiros.