Imagine receber uma mensagem de um suposto gerente de banco alertando sobre uma movimentação suspeita e pedindo uma transferência imediata. A situação parece urgente e convincente, mas pode ser uma das várias formas de golpe contra as empresas.
E esse tipo de abordagem merece atenção, já que as pesquisas indicam que as pequenas e médias empresas brasileiras registram diversas tentativas de ataques diariamente.
Além disso, as pessoas de má-fé exploram situações comuns da rotina empresarial, como pagamentos, contatos com fornecedores e acessos bancários. Portanto, é essencial reconhecer os sinais e criar processos simples de conferência para proteger o caixa.
Neste artigo, entenda como funciona o golpe do falso gerente contra empresas, quais são as principais estratégias que os criminosos usam e quais cuidados ajudam a reduzir os riscos. Também descubra se banco pode pedir sua senha por telefone ou WhatsApp e aprenda a deixar a rotina financeira da sua empresa mais segura.
Por que empresas pequenas também são alvo de golpes financeiros?
Porque movimentam recursos diariamente e, muitas vezes, contam com estruturas de segurança mais enxutas. Além disso, equipes reduzidas e processos pouco formalizados podem facilitar abordagens fraudulentas, principalmente quando não existem protocolos bem definidos para confirmar pagamentos, solicitações urgentes ou contatos que afirmam representar instituições conhecidas.
Desse modo, as empresas pequenas são alvo de golpes financeiros mesmo quando não movimentam grandes quantias. Afinal, pessoas envolvidas em práticas ilícitas podem explorar falhas simples, como a falta de conferência de dados, senhas compartilhadas ou ausência de dupla aprovação antes de uma transferência.
Vulnerabilidades operacionais e o papel da manipulação psicológica
Muitas fraudes exploram o comportamento humano, e não apenas falhas técnicas. Nesse contexto, a engenharia social usa a confiança e a atenção das pessoas para induzi-las ao erro. Para tanto, recorrem a gatilhos de urgência e autoridade e fingem ser gerentes bancários, fiscais ou outros contatos de confiança.
Esse risco também ajuda a explicar por que empresas pequenas são alvo de golpes financeiros. Como explica Henricck Roffre, especialista de antifraude do Inter no podcast Mil Contra, o autor da infração provoca ansiedade para dificultar o raciocínio lógico da vítima. Portanto, confirmar a identidade do contato antes de qualquer ação é fundamental.
Assista ao episódio completo:
Quais os golpes contra empresas mais praticados hoje?
Conheça as principais fraudes do mercado:
1. Falso gerente: simulam contato bancário para solicitar senhas e transferências;
2. Boleto adulterado: alteração da linha digitável desviando valores para contas de estelionatários;
3. Falso fornecedor: cobranças fraudulentas em nome de parceiros comerciais conhecidos;
4. Phishing: e-mails com links maliciosos projetados para roubar credenciais corporativas;
5. Clonagem de WhatsApp: sequestro do aplicativo para solicitar pagamentos urgentes.
A seguir, aprenda a identificar um boleto adulterado antes de pagar um fornecedor e saiba como funcionam os principais golpes contra empresas.
1. Golpe do falso gerente
O golpe do falso gerente funciona como uma abordagem em que pessoas se passam por representantes do banco para conquistar a confiança da empresa. Geralmente, alegam troca na equipe, uma atualização cadastral ou algum problema na conta e, então, oferecem ajuda para resolver a suposta situação.
Por exemplo, a pessoa envolvida na prática pode dizer que houve uma tentativa de acesso à conta e que, para aumentar a segurança, seria necessário confirmar uma informação ou realizar determinado procedimento. Na sequência, ele pode tentar obter senhas, códigos de segurança ou induzir a vítima a fazer uma transferência.
2. Boleto adulterado
A fraude acontece quando alteram um boleto legítimo ou criam um documento falso com dados bancários que direcionam o pagamento para outra conta. Em geral, a cobrança imita contas de fornecedores, tributos ou serviços que a empresa já costuma pagar.
Imagine, por exemplo, que um fornecedor envie um novo boleto por e-mail dizendo que houve uma atualização nos dados bancários. Antes de pagar, é fundamental conferir o nome e o CNPJ do beneficiário na tela de pagamento e confirmar a alteração diretamente com a empresa.
Assim, identificar um boleto adulterado antes de pagar um fornecedor fica mais simples e ajuda a evitar que o dinheiro seja enviado para a conta errada. Se houver qualquer divergência, interrompa o pagamento e confirme a cobrança por um canal oficial.
3. Falso fornecedor
Neste golpe, as pessoas de má-fé passam por fornecedores ou parceiros que a empresa já conhece. Na maioria das vezes, enviam uma nova cobrança, informam uma mudança nos dados bancários ou oferecem uma condição especial para conseguir um pagamento rápido.
Nesse contexto, as empresas pequenas também são alvo de golpes financeiros e precisam adotar processos simples de conferência. Além disso, golpes com uso de inteligência artificial podem tornar a abordagem mais convincente, inclusive com áudios que imitam a voz de fornecedores ou responsáveis pela empresa.
Logo, sempre que houver uma mudança inesperada nos dados de pagamento, confirme a informação diretamente com o fornecedor por um canal já conhecido.
4. Phishing e softwares maliciosos
O phishing acontece quando enviam mensagens falsas para induzir alguém a clicar em links maliciosos ou fornecer informações. No ambiente corporativo, os conteúdos podem imitar avisos da Receita Federal, cobranças de fornecedores ou notificações bancárias e, assim, parecer legítimos.
Um exemplo comum é quando um funcionário recebe um e-mail sobre uma suposta fatura em atraso e acessa o link para consultar o documento. A partir daí, a página pode tentar capturar credenciais ou induzir o download de um arquivo malicioso.
Como se vê, os golpes contra empresas também podem começar com uma mensagem aparentemente simples. Além de orientar a equipe a desconfiar de links inesperados, vale reforçar a segurança das contas com recursos como a autenticação em dois fatores na conta PJ.
5. Clonagem de WhatsApp e deepfakes (mídias produzidas com IA)
Os responsáveis pela prática podem assumir uma conta de WhatsApp ou criar um perfil falso usando a foto de um sócio, diretor ou fornecedor. Em seguida, enviam uma mensagem urgente para pedir um Pix, alegando, por exemplo, que precisam quitar uma despesa ou fazer um pagamento em nome da empresa.
Além disso, os golpes com uso de inteligência artificial tornam essas abordagens ainda mais convincentes. Afinal, com recursos de clonagem de voz e imagem, é possível simular pessoas conhecidas e fazer solicitações por áudio ou videochamada.
Portanto, diante de qualquer pedido inesperado de transferência, confirme a identidade por outro canal antes de realizar o pagamento. Da mesma forma, lembre-se de que o banco não pode pedir a senha por telefone ou WhatsApp. Se alguém fizer esse tipo de solicitação, encerre o contato e procure os canais oficiais da instituição.
Assim, uma simples regra de dupla checagem pode ajudar a evitar um golpe contra empresas e proteger o caixa da operação.
Continue a leitura para aprender mais sobre os golpes contra empresas e descobrir o que é a alçada de aprovação e como ajuda a evitar fraudes.
Leia também: Segurança digital para empresas: Como proteger a sua conta e evitar golpes financeiros
Como funciona o golpe do falso gerente contra empresas?
A abordagem costuma seguir algumas etapas:
1. Contato inicial: uma pessoa de má-fé se apresenta como gerente, assessor ou representante da instituição financeira;
2. Criação de urgência: ele informa um suposto bloqueio, atualização cadastral ou alteração no limite da conta;
3. Orientação fraudulenta: em seguida, solicita senhas, códigos, instalação de programas ou autorizações para movimentações;
4. Tentativa de golpe: por fim, a pessoa tenta obter acesso à conta ou induzir alguém da empresa a realizar uma transferência.
No episódio do podcast Mil Contra, Henricck Roffre explica que os autores da infração podem até orientar a vítima a salvar o número utilizado no celular e esperar uma oportunidade para abordá-la novamente.
Dessa forma, entender como funciona o golpe do falso gerente contra empresas ajuda a reconhecer sinais de fraude e confirmar qualquer solicitação diretamente pelos canais oficiais do banco.
No próximo tópico, conheça os detalhes que podem revelar a adulteração de um boleto e proteja sua operação.
Como identificar um boleto adulterado antes de pagar um fornecedor?
Confira as estratégias para autenticar pagamentos corporativos:
● código do banco: verifique os três primeiros dígitos da linha digitável;
● beneficiário: confirme nome e CNPJ na tela de pagamento;
● formatação: desconfie de erros gramaticais e layouts fora do padrão;
● canal de envio: recuse boletos enviados por e-mails desconhecidos ou WhatsApp;
● validação direta: confirme a cobrança com o fornecedor via telefone oficial.
A pressa na rotina financeira frequentemente impede verificações minuciosas dos documentos de arrecadação. No entanto, saber identificar um boleto adulterado antes de pagar um fornecedor evita desvios de capital.
Sempre que notar dados divergentes ou beneficiários desconhecidos no momento da digitação do código, interrompa o pagamento imediatamente para evitar um golpe contra a sua empresa.
Outra dúvida comum é em relação aos tipos de solicitações que as instituições podem fazer por meio de mensagens ou chamadas telefônicas. Confira a seguir.
O banco pode pedir minha senha por telefone ou WhatsApp?
Não. As instituições financeiras não solicitam senhas, tokens, códigos de segurança ou transferências por esses canais. Portanto, diante de qualquer pedido desse tipo, encerre o contato imediatamente e procure o banco pelos canais oficiais para confirmar a situação antes de realizar qualquer tipo de ação.
Na prática, os golpistas costumam alegar uma transação suspeita, um bloqueio ou uma atualização cadastral para justificar a solicitação. Mas é fundamental lembrar-se de que o banco não pode pedir senha por telefone ou WhatsApp. No dia a dia, reforce essa orientação com toda a equipe e, diante de uma abordagem suspeita, não forneça informações nem autorize movimentações.
Para evitar golpes, a autenticação em dois fatores é um recurso fundamental, pois dificulta acessos indevidos mesmo quando uma senha é descoberta. Entenda como funciona e proteja melhor sua conta!
Como funciona a autenticação em dois fatores na conta PJ?
Esse recurso adiciona uma segunda etapa de confirmação antes de liberar o acesso. Assim, além da senha, a pessoa precisa comprovar sua identidade por outro método, como um código ou token. Dessa forma, mesmo que alguém descubra a senha, ainda encontrará uma barreira adicional para entrar na conta.
Henricck Roffre aponta que a maioria dos sequestros de contas corporativas ocorre por falta desse segundo fator de verificação. Desse modo, a autenticação em dois fatores na conta PJ é uma medida simples para reforçar a segurança. Além do ambiente bancário, vale ativar o recurso nos e-mails e aplicativos de mensagens usados pela empresa.
O que é alçada de aprovação e como evita fraudes na empresa?
É uma regra interna que define quem pode realizar e autorizar cada tipo de operação, de acordo com valores e responsabilidades. Assim, movimentações mais altas podem exigir uma segunda confirmação e criar uma etapa adicional de controle antes que o dinheiro saia da conta da empresa.
Na prática, a alçada de aprovação ajuda a evitar fraudes na empresa ao separar as etapas de uma movimentação financeira. Por exemplo, um funcionário cadastra um pagamento e outro confere os dados antes da aprovação. Com essa estratégia, a equipe consegue identificar um boleto adulterado ou uma transferência suspeita antes da transação.
Confira a seguir um resumo dos cuidados essenciais para deixar sua empresa protegida no dia a dia e evitar prejuízos com golpes e fraudes.
Quais as boas práticas para proteger o financeiro da empresa?
Adote medidas preventivas no cotidiano operacional, como:
● autenticação de dois fatores: ative o recurso com token em todas as contas digitais para adicionar uma camada extra de proteção;
● alçada de aprovação: ajuda a evitar fraudes na empresa ao definir quem pode cadastrar, conferir e liberar pagamentos;
● dupla aprovação de pagamentos: exija o aval de dois gestores para confirmar transações de valores mais altos;
● capacitação da equipe: treine colaboradores para reconhecer sinais de engenharia social e gatilhos de urgência e autoridade.
Além de adotar boas práticas internamente, contar com uma instituição financeira que ofereça recursos de segurança também ajuda a proteger a rotina do negócio.
Conta PJ segura: utilize as soluções da Conta PJ Inter
Proteger a gestão financeira exige o alinhamento constante entre tecnologia avançada e processos internos bem definidos. Ao implementar a dupla aprovação de pagamentos, por exemplo, sua empresa garante uma verificação cruzada indispensável contra fraudes e boletos adulterados.
Nesse sentido, a Conta PJ do Inter oferece uma plataforma completa e gratuita, com controle total de alçadas e aprovações personalizadas. Além disso, a instituição disponibiliza ferramentas modernas que protegem sua empresa contra golpes.
Como vimos neste artigo, a prevenção é o melhor investimento para combater fraudes e manter a continuidade das suas operações.
Venha para o Inter e aproveite um ecossistema financeiro completo com recursos avançados de segurança, como autenticação em dois fatores na conta PJ e controle de aprovação de pagamentos.
FAQ
O primeiro passo é contatar a instituição financeira para solicitar o bloqueio cautelar dos valores. Em seguida, registre um Boletim de Ocorrência e reúna as evidências da fraude. Depois, comunique o golpe contra a empresa aos canais oficiais de proteção ao consumidor e acompanhe o atendimento até a conclusão.
A Receita Federal e o Ministério da Fazenda não enviam cobranças com links por e-mail, SMS ou WhatsApp. Desse modo, qualquer pendência tributária do Simples Nacional ou DAS-MEI deve ser consultada diretamente nos canais oficiais do Governo Federal, sem fornecer dados pessoais ou clicar em links que chegam por mensagens.